sexta-feira, 12 de junho de 2015
Formação de imagens nos monitores
Então como o computador forma as imagens?
A ideia é semelhante ao caso das letras, só que mais complexo… Primeiro você tem que entender como as cores funcionam… Existem 3 cores básicas para PIGMENTOS (tintas), e outras três para LUZ. Em cada caso individualmente, misturando-se essas 3 cores nas devidas proporções, pode-se obter qualquer outra cor. Por exemplo, se você misturar as 3 cores básicas de PIGMENTO (ciano – que é um azul-esverdeado, amarelo e magenta – que é um rosa meio roxo), na mesma proporção, você obtém a cor PRETA. Se misturar na mesma proporção as 3 cores básicas de LUZ (vermelho, verde e azul), você obtém BRANCO. O monitor, assim como o computador, trabalha com eletricidade, portanto ele emite LUZ (recentemente inventaram a tal da “tinta eletrônica” para os tablets de leitura, mas isso é outra história…). Não se pode gerar “luz preta”, então é por isso que os monitores têm a tela preta quando estão desligados, pois quando eles precisam exibir alguma imagem preta, simplesmente não emitem luz, e o que você vê é o fundo preto do monitor (dica: quando for comprar um monitor, procure o que tiver a tela mais preta possível quando está desligado, ou você vai ver o que deveria ser preto como “cinza”).
Hum… Entendi como funcionam as cores, mas como o monitor mostra as formas e imagens?
A tela do monitor é formada por pontos minúsculos, chamados PIXELS. Cada pixel possui as 3 cores luz (vermelho, verde e azul), e mudando-se a proporção (intensidade) de cada uma, cada ponto mostra uma cor diferente. Então, fazendo com que a cor certa seja mostrada no ponto certo, as imagens são formadas através da combinação desses inúmeros pontos (afinal se os objetos não são formados por átomos, por quê não formar imagens por pontos? ;P)
Ei, eu já ouvi falar nesses tais “pixels” quando fui comprar meu monitor…
Sim, como a tela do monitor é formada por pixels, a QUALIDADE da imagem é determinada pela quantidade de pixels que a tela é capaz de exibir. Por exemplo: suponha um caso absurdo, em que o monitor inteiro é um só pixel gigante… tudo que ele seria capaz de mostrar é um quadradão com uma cor só. Se você tiver um monitor com 2 pixels, você pode ver DOIS quadrados, cada um de uma cor (pode-se dizer que a qualidade da imagem DOBROU, apesar de ainda ser ridícula). E 4, 8, 16, 32, 64… e assim por diante, quanto mais pixels, mais DETALHADA será a imagem. Imagine tentar desenhar um círculo com apenas 4 pontos… Difícil né? Pois então, esse detalhamento (qualidade) da imagem, é chamado de RESOLUÇÃO do monitor, que NÃO tem a ver com o tamanho físico (que é medido em polegadas, tomando-se a diagonal da tela do monitor). Você pode ter um monitor de 15″ (quinze polegadas) com uma resolução de 1024×768 pixels (pixels que existem na largura X pixels que existem na altura, que formam a MATRIZ do monitor), mas também pode ter um monitor de 17″ com uma resolução MENOR, como 800×600. A qualidade da imagem do monitor de 15″ (neste exemplo) seria bem melhor. Eu, por exemplo, estou usando um monitor muito bom, de 22″, com resolução de 1920×1080. As impressoras funcionam com o mesmo princípio, liberando determinadas quantidades de pigmento (tinta), na proporção certa, para cada ponto, formando a imagem no papel.
Conversões de códigos nos computadores
Muito bem, então como os computadores fazem pra mostrar essas imagens e letras que estou vendo, se ele só entende código binário?
É o seguinte: os comptuadores só entendem DIRETAMENTE o código binário, e por isso é necessário que sejam feitas conversões (mudanças, trocas) de código binário para algum código compreensível por humanos (quando os computadores exibem alguma informação), ou ao contrário, quando os humanos inserem uma informação no computador. Por exemplo: Para o computador a letra “A” (maiúscula) é formada pelo binário “0100 0001“. Portanto, quando digitamos a letra “A”, o computador entende que estamos inserindo “0100 0001“, e inverte o processo para nos mostrar na tela a letra que compreendemos. Observe que o código binário utiliza 8 casas. Cada casa é um BIT, e esse conjunto de oito casas é o BYTE.
Então quer dizer que cada letra do alfabeto usa uma codificação de 1 Byte (8 bits)?
Sim, e não só as letras do alfabeto, mas também qualquer outro caractere que você imaginar (estou usando como exemplo os bytes da codificação ASCII – American Standard Code for Information Interchange, mas existem várias outras, sendo esta a mais utilizada em geral).
Esse tal de byte me lembra de Megabyte e Gigabyte… Tem alguma coisa a ver?
Com certeza!! O Byte é a unidade de medida de “tamanho” (espaço que ocupa) uma informação. No caso, um caractere (letra, número, símbolo, etc.) ocupa 1byte, da mesma forma que um determinado objeto pode ocupar 1 metro. Assim como a unidade de medida de tamanho físico (metro), o byte é a unidade de medida digital. 1000bytes formam 1KiloByte (assim como mil metros formam um quilômetro), 1 milhão de bytes formam o Megabyte, 1 Bilhão de Bytes formam o Gigabyte, e assim por diante. Por isso essas medidas são utilizadas para medir a capacidade da memória RAM ou HD de um computador, pois esses componentes armazenam dados.
Código Binário: A Linguagem das Máquinas
Computadores só sabem fazer CÁLCULOS (afinal, é isso que significa “computar”).
Mas como um computador funciona?
É tão simples que chega a ser difícil de entender. Computadores funcionam à base de eletricidade, e utilizam-se dela para fazer os cálculos.
Mas como se faz cálculos utilizando eletricidade?
Primeiro você precisa saber que os computadores são tão burros quanto uma porta… Isso porque os computadores, de fato, só compreendem duas coisas: ou “sim” ou “não”; ou “certo” ou “errado”; ou “positivo” ou “negativo”; ou “existe” ou “não existe”; ou “é” ou “não é”; ou “ZERO” ou “UM”! É aqui que entra o famoso “código binário”, que é o sistema que os computadores utilizam para trabalhar e fazer seus cálculos.
O computador é formado por inúmeros circuitos eletrônicos, mas o principal é o CPU (ou UCP: Unidade Central de Processamento), que é o “cérebro” do computador (a super-calculadora). Esses inúmeros circuitos formam os caminhos por onde a eletricidade “PASSA” ou “NÃO PASSA”; ou o circuito está ABERTO ou FECHADO; ou 0 ou 1… Por isso eu digo que são tão burros quanto uma porta… Afinal, não é esse mesmo o princípio de funcionamento de uma porta? Ou está aberta e permite a passagem das pessoas, ou está fechada e não permite.
Tá, mas como se faz cálculos com isso?
O sistema de cálculos que nós, humanos (tem algum alien lendo isto?), utilizamos no cotidiano é o DECIMAL, que possui 10 algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9), mas o sistema BINÁRIO utiliza apenas 2 (0 e 1). Exemplo: quando começamos a contar 0, 1, 2, 3, …, 8, 9… quando queremos aumentar mais o número temos que colocar mais uma “casa” (no caso, acrescentamos a casa das dezenas) ao lado das unidades, e retornar as unidades para zero para começar a aumentar de novo (temos, portanto, 10, 11, 12, etc.). Já o binário só vai até UM! Portanto o número zero é 0, um é 1, dois é… 10! três é 11, quatro é 100, cinco é 101, seis é 110, sete é 111, oito é 1000, e assim por diante!
Tá maluco?? Nunca que eu vou fazer cálculos com isso! Os números ficariam gigantescos, e muito mais difíceis de trabalhar!
Exatamente, e nem vai precisar (graças a Deus né?). Mas os computadores, apesar de burros, são incomparavelmente mais rápidos do que nós, e por isso conseguem fazer cálculos muito complexos instantaneamente.
Ok, mas então como o computador forma estas letras e imagens que estou vendo aqui, já que ele só trabalha com “0 e 1″??
Ah! Mas são feitas várias e várias conversões para que você, humano (alien? :P ), possa entender tudo… Essa vai ficar pra próxima postagem! :P
O Objetivo da Vida
“- Afinal de contas, qual é o objetivo, ou o sentido da vida?”
Em uma palavra: EVOLUIR!
Muitos cientistas, filósofos e religiosos vêm tentando descobrir algo tão simples há anos, e isso está em nós desde sempre.
Vamos analisar os fatos: qual é o objetivo intrínseco, que está contido em cada detalhe do que você faz em seu dia-a-dia, assim como em suas ações gerais ao longo da vida?
Sim! Evoluir!
“- Ora, mas como eu poderia estar tentando evoluir ao fazer algo simples, como beber água por exemplo?”
E se você não beber, o que acontece?
Depois de um tempo, você morre! Portanto, ao sobreviver, você está sustentando a possibilidade de evoluir.
“- E, por exemplo, se eu for a uma festa? Isso tem algo a ver com evoluir?”
Claro! Por que não? Isso gera interatividade social (você conhece e interage com outras pessoas), você se exercita (dançando, por exemplo, o que ajuda na saúde), você relaxa (ouvindo a música e se divertindo), etc., etc.
E além desses exemplos cotidianos básicos ainda existem muitos outros de longo prazo, e que podem envolver várias gerações.
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